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Respiração chinesa e asma

Muitos pacientes que vêm sofrendo há muito tempo de bronquite crônica ou asma bronquica desenvolvem, aos poucos, sintomas de deterioração em sua função pulmonar, diminuição da capacidade vital e dispnéia. Quando passam a fazer exercícios ou trabalho físico, sentem dificuldades respiratórias.

Seus problemas se devem à irritação crônica que, com o muco, provoca obstrução nos tecidos dos brônquios e brônquiolos. À medida que eles se tornam obstruídos, mais estreitos e menores, sua contração faz a passagem do ar ficar mais difícil ainda. Nesse estágio, o paciente começa a ter dificuldade de exalar. Em conseqüência, a pressão aumenta nos alvéolos, o saco de ar de paredes finas onde ocorre a troca de oxigênio e de dióxido de carbono. Os tecidos se tornam fracos e menos elásticos. Isso conduz a uma avaria na estrutura dos pulmões que apresentam enfisema adquirido.

A deterioração da capacidade respiratória pode complicar-se com doenças infecciosas - como a pneumonia - que comprometem o trato respiratório. Durante um período de tempo, a função cardíaca também pode ser adversamente afetada e, por fim, pode sobrevir uma doença cardíaca. Muitas vítimas de doenças respiratórias podem ser auxiliadas pelo exercício de cura.

Os exercícios respiratórios chineses fornecem uma série de vantagens positivas para os pacientes com enfisema pulmonar.

Em primeiro lugar, eles fornecem os músculos envolvidos na respiração, especialmente o diafragma. Por ter perdido um pouco de sua expansibilidade em razão do intenso esforço, o diafragma necessita de ajuda para readquirir sua mobilidade. Contudo, uma pequena melhora no diafragma pode significar um grande lucro a respiração.

Esses exercícios ajudam a desenvolver o hábito da respiração abdominal, um método que se caracteriza por uma inspiração e expiração longa, lenta e profunda. Os pacientes com enfisema pulmonar tendem a respirar de um modo superficial e rápido.
Utilizando fundamentalmente os músculos toráxicos. Essa respiração curta e rápida não só é insuficiente para permitir uma passagem adequada de ar pelos pulmões, como tende ainda a produzir tensão e fadiga nos músculos toráxicos. A respiração abdominal auxilia e elimina esses problemas e facilita a troca de oxigênio e dióxido de carbono.

Além disso, os exercícios respiratórios ajudam a reduzir a tensão muscular e relaxam tanto o corpo como a mente.

 
     
 
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